Sweet Exorcist foi lançado em 1974 como o quinto álbum de estúdio solo de Curtis Mayfield. O álbum surgiu em um período de transição para Mayfield, que buscava expandir seu som além do funk e do soul político que o caracterizavam. A gravação contou com músicos de sessão de primeira linha e refletiu a crescente experimentação do artista com arranjos orquestrais. A recepção crítica foi mista, embora o álbum tenha alcançado sucesso comercial moderado.
O som de Sweet Exorcist combina funk, soul e elementos de rock psicodélico, com letras que abordam temas espirituais e sociais. Faixas destacadas incluem a homônima 'Sweet Exorcist', com um ritmo hipnótico e coros gospel, e 'To Be Invisible', uma reflexão sobre a invisibilidade social. A produção é polida e sofisticada, destacando arranjos de cordas e metais. Mayfield demonstra sua versatilidade vocal, alternando entre seu característico falsete e registros mais graves.
Embora não seja considerado um dos trabalhos mais emblemáticos de Mayfield, Sweet Exorcist mostra sua evolução artística e disposição para arriscar. O álbum foi revalorizado ao longo do tempo por seu som único e influência no soul progressivo. Faixas como 'Sweet Exorcist' foram sampleadas por artistas de hip hop, garantindo seu legado na música contemporânea.