Magic and Loss nasceu da perda: dois amigos próximos de Lou Reed — o produtor musical Doc Pomus e a cantora-compositora Rita Hilton — morreram de câncer em rápida sucessão, e Reed processou o luto compondo este álbum conceitual sobre a morte, a dor e a possibilidade da magia como forma de redenção. É seu trabalho mais profundamente espiritual e um dos mais corajosos.
O álbum avança como um ritual de luto, com os subtítulos de cada canção formando uma narrativa filosófica sobre as etapas da dor: a tese, a situação, a perda, a transformação. A produção é deliberadamente sombria e contida, com um som de guitarra denso que acompanha as reflexões de Reed sobre a mortalidade sem concessões sentimentais.
Magic and Loss foi mais um triunfo crítico que consolidou a segunda grande etapa da carreira de Reed. É o álbum onde demonstrou que o rock poderia ser um veículo para a meditação sobre os temas mais graves da existência humana, mantendo ao mesmo tempo a integridade estética e a potência emocional que sempre definiram seu melhor trabalho.